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Às vezes alternativa, às vezes a única saída
9.12.2009

Só transgênico ou só convencional? Qualquer das opções pode ter fundamento nos custos no Paraná. Se produzisse transgênico, gastaria mais, avalia Fabiano Bittencourt, de Ponta Grossa. Ele planta 190 hectares de soja convencional e não usa milho Bt. Já Adolfo Turquino, numa área de 50 hectares em Londrina, só planta semente transgênica. Ele aderiu neste ano à agricultura de precisão e concorda que o uso de tecnologia eleva gastos onde as pragas estão controladas. Mas, no longo prazo, vê ganhos ao produtor e custo relativamente menor. “Nas horas difíceis é que a gente tem que investir, para produzir mais”, diz Turquino.

Fábio Becker, de Brasilândia do Sul (Noroeste), na região do Arenito Caiuá, não é contra os transgênicos, mas após três anos dedicando a maior parte da sua área de plantio à soja RR resolveu diminuir o plantio do grão geneticamente modificado neste ano. Nos seus 726 hectares, a proporção de soja GM caiu de 90% para 50% no ciclo 2009/10. “Agora já consegui controlar as plantas daninhas. O solo já está corrigido”, justifica.

No Rio Grande do Sul, a discussão sobre despesas desta ou daquela tecnologia não existe. O estado planta quase 100% da área com soja modificada e sequer faz comparação dos custos. Gelson Melo de Lima, diretor de produção da Cotrijal, cooperativa com sede em Não-Me-Toque, explica que “as lavouras gaúchas são muito suscetíveis ao clima, vinham de baixa produção e uma competição muito grande com o mato”. A relação custo/produção ficou muito alta e o transgênico não foi uma opção, mas uma necessidade.

Adoção

O Sul do Brasil viveu momentos distintos de incorporação dos transgênicos às lavouras comerciais. No Rio Grande do Sul, sementes trazidas da Argentina tomaram conta dos campos gaúchos antes mesmo da legalização no Brasil, que ocorreu em novembro de 2005. No Paraná, apesar de uma pequena parcela das plantações, em especial no Sudoeste do estado, ter começado a ser cultivada fora da lei, a entrada da tecnologia só ocorreu de forma mais intensa após a liberação comercial das sementes RR. Segundo a Expedição Safra, a participação foi de 47% no ciclo 2006/07, 49% em 2007/08 e 56% em 2008/09.


Gazeta do Povo

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