OK
 

  

Sistema de Certificação
 
Clique aqui para acessar

 

Cultura
Cultivar

BUSCAR      

 

>> Mais eventos
 

 
Seu nome Seu email
  OK
 
 
HOME : Artigos
 

Avaliação do padrão de campo de lotes de semente de trigo e de triticale, em parcelas de controle

Linhares1, A. G. e Silva, M. P1, (1) Fundação Pró-Sementes de Apoio a Pesquisa – FPS, Rua Diogo de Oliveira, 640, 99025-130 Passo Fundo, RS, aglinhares@hotmail.com

A Fundação Pró-Sementes de Apoio à Pesquisa (FPS), dentro dos procedimentos adotados para controle do processo de certificação, incluiu a avaliação de lotes de sementes por meio de parcelas de pré ou de pós-controle como um importante instrumento de apoio ao trabalho.
Neste sentido, na safra de inverno de 2007, 1.645 amostras de lotes de semente de trigo e 21 de triticale, foram semeadas em parcelas, em condições de campo, em Cruzaltinha (Ciríaco), e em Passo Fundo em área da Universidade de Passo Fundo (UPF). Em termos de número de cultivares, foram 36 correspondentes a trigo e três a triticale. Os lotes, representados pelas amostras, foram produzidos sob o sistema de certificação no ano anterior ou eram de origem de categoria genética. Quatro cultivares tiveram amostras testemunhas (T) incluídas no plantio, a partir de semente fornecida pelo respectivo obtentor. A semeadura em Cruzaltinha foi efetuada nos dias 06/06 e 10/06/2007, e em 22/06/2007, na área da UPF. As parcelas corresponderam a cinco linhas, com 0,20m de espaçamento e 6m de comprimento (6m2), empregando-se 65g de semente. Com isso, estimou-se uma população máxima de 1.800 plantas por parcela. Cada amostra foi semeada em duas parcelas, situadas uma defronte à outra. Tanto quanto possível, houve agrupamento por espécie e por cultivar. As áreas de plantio receberam manejo adequado em termos de controle de plantas daninhas, de adubação e de controle de pragas e de doenças, de modo a permitir uma correta avaliação das plantas. Completada a emergência das plantas, as parcelas foram avaliadas visualmente, para efeito de inferência posterior do padrão, como apresentando estande normal (população próxima à esperada), deficiente (população com mínimo de 60% abaixo da esperada) ou prejudicado (menos que 60%). As demais avaliações, correspondentes à identificação de ocorrência de plantas de outras espécies e de plantas atípicas, foram efetuadas, em diversas oportunidades, entre 04/07 e 06/11/2007.

Virose do mosaico do trigo e ferrugem da folha foram as principais doenças observadas, especialmente no campo em Cruzaltinha e em algumas cultivares.

Nas parcelas, as plantas consideradas atípicas, conforme o conceito da Instrução Normativa nº 25 de 16/12/2005, foram, inicialmente, marcadas com lã de cor vermelha. Posteriormente, as que puderam ser identificadas como não correspondentes à cultivar, foram marcadas com lã azul. Adotou-se tal procedimento para destacar a ocorrência de “mistura varietal”, embora os padrões atuais englobem tal categoria também como plantas fora de tipo (atípicas). Plantas identificadas como sendo de outra espécie foram marcadas com lã de cor preta. O número de ocorrência de plantas marcadas foi registrado no caderno de campo.

Os números, por cultivar, correspondentes às amostras avaliadas estão apresentados na Tabela 1 (trigo) e na Tabela 2 (triticale).

Em trigo, Abalone (269), Fundacep 52 (192), Fundacep 51 (175), Fundacep Raízes (153), Fundacep Cristalino (143) e BRS Guamirim (139), foram as cultivares com maior participação em número de amostras. Apesar da pouca representatividade da espécie no trabalho, em triticale, BRS Minotauro foi a cultivar com maior número de amostras (13).

A ocorrência de plantas de outras espécies foi insignificante.

Parcelas de 12 lotes, correspondentes a duas cultivares, apresentaram-se descaracterizadas, possivelmente por problema de contaminação varietal, indicando não recomendável o aproveitamento das respectivas lavouras para a produção de sementes. Em parcelas de dois lotes foi registrada ocorrência de plantas, em números acima do padrão permitido, com característica de espiga distinta do padrão da cultivar.

Uma cultivar apresentou-se como não homogênea, impossibilitando a diferenciação entre plantas conformes e não conformes com os descritores apresentados.

Três cultivares salientaram-se pela freqüência maior de plantas distintas do padrão geral da cultivar, no geral por apresentarem estatura mais alta e ou com alguma variação quanto a ciclo, especialmente na fase de espigamento ou de pós-espigamento. Na maturação, não houve comprometimento da uniformidade.  Apesar de parecer um problema de instabilidade genética, a manifestação dessas plantas nas parcelas foi muito variável, inclusive para lotes de um mesmo produtor. Em vista da variação ocorrida entre lotes, além do problema genético, outros fatores devem estar influenciando para justificar resultados que se apresentaram com números excepcionalmente elevados de plantas que se desviam do padrão geral da cultivar. 

Em menor escala, plantas distintas do padrão geral manifestaram-se, também, em outras três cultivares, na maioria dos casos não comprometendo o padrão varietal. Nas demais cultivares avaliadas, os números registrados, para essas plantas, foram poucos significativos sendo que algumas apresentaram-se bastante homogêneas para as principais características observadas.

Nas parcelas de triticale não foram observados problemas a relatar.

Representantes de três obtentores estiveram em visita ao campo. Na oportunidade, foram analisados casos positivos e negativos relacionados às cultivares de cada um.

Nas situações de lotes com os problemas mais graves encontrados, houve interação da Entidade de Certificação com os respectivos produtores, ou obtentores, ou com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com a finalidade de busca de soluções mais adequadas.

Nas condições como foi executado, o trabalho permitiu uma boa avaliação do padrão das parcelas. Excetuados os casos ocorrência de plantas variantes em números acima dos apresentados nas descrições fornecidas pelos obtentores e os de outras exceções mencionadas, verificou-se que o padrão de pureza varietal da grande maioria das amostras avaliadas situou-se dentro dos parâmetros estabelecidos pela legislação.

Tabela 1 – Número de amostras de lotes, de cultivares de trigo, em parcelas de pré, ou pós-controle, em 2007. FPS, Passo Fundo, RS.

CULTIVAR

Nº DE AMOSTRAS

CULTIVAR

Nº DE AMOSTRAS

ABALONE

269

CD 114

67

ALCOVER

8

CD 115

39

BRS 194

1

FUNDACEP 30

64

BRS ANGICO

1

FUNDACEP 47

7

BRS BURITI

4

FUNDACEP 50

35 (2T)

BRS CAMBOATÁ

5

FUNDACEP 51

175

BRS CAMBOIM

5

FUNDACEP 52

192 (1T)

BRS CANELA

1

FUNDACP 53

1

BRS GUABIJU

11

FUNDACEP 56

1

BRS GUAMIRIM

139

FUND.CRISTALINO

143 (1T)

BRS LOURO

3

FUNDACEP N. ERA

79

BRS TARUMÃ

13

FUND. RAÍZES

153 (2T)

BRS TIMBAÚVA

4

MARFIM

1

BRS UMBU

7

ÔNIX

33

CD 104

1

PAMPEANO

63

CD 105

7

QUARTZO

2

CD 110

1

SAFIRA

73

CD 113

11

SUPERA

26

TOTAL: 1.645 AMOSTRAS

Tabela  2 – Número de amostras de lotes, de cultivares de triticale, em parcelas de pré-controle, ou de pós-controle, em 2007. FPS, Passo Fundo, RS.

CULTIVAR

Nº DE AMOSTRAS

CULTIVAR

Nº DE AMOSTRAS

BRS MINOTAURO

13

IPR 111

7

FUNDACEP 48

1

 

 

TOTAL: 21 AMOSTRAS



BRS Saturno, nova cultivar de triticale
Autor: Alfredo do Nascimento Junior

CARACTERÍSTICAS AGRONÔMICAS E RENDIMENTO DE GRÃOS DE QUATRO CULTIVARES DE SOJA EM SEIS DENSIDADES DE SEMEADURA
Autor: Joel Brollo

PRODUTIVIDADE E RETORNO ECONÔMICO DA APLICAÇÃO DE BIOESTIMULADORES NA CULTURA DO TRIGO
Autor: Joel Brollo

Lançada Nova Cultivar de Soja BRS TAURA RR Tolerante ao Glifosato
Autor: Paulo Fernando Bertagnolli

Evolução da área e número de produtores de semente certificada de trigo no Rio Grande do Sul, safras 2005, 2006 e 2007
Autor: Márcio Pacheco da Silva

Certificação de sementes de trigo no Rio Grande do Sul, safra 2007/2007
Autor: Márcio Pacheco da Silva

Avaliação do padrão de campo de lotes de semente de trigo e de triticale, em parcelas de controle
Autor: Aroldo G. Linhares

Agronegócio e Mercado Externo: sucesso em 2007 e desafios para 2008
Autor: Adriana Diaferia

Empreendedorismo: a cultura que catalisa os saberes científico, tecnológico e empresarial na busca pela inovação.
Autor: Félix Andrade da Silva

Artigo - Proteínas de reserva do trigo: o pão ou o biscoito nosso de cada dia
Autor: Gisele A. M. Torres

Agricultura promissora
Autor: Mailson da Nóbrega


design GDEZ